Madrinhas e Padrinhos MOP'09

 

 

Daniel Sampaio

 

 

Prof. Catedrático de Psiquiatria e Saúde Mental da Fac. Medicina de Lisboa

Tem-se dedicado ao estudo dos problemas dos jovens e das suas famílias, através de trabalhos de investigação na área da Psiquiatria e da Adolescência.
Publicou 17 livros.
 

Sobre a MOP:

 

Eu apoio a Marcha LGBT Porto como cidadão: porque não quero viver numa sociedade que se diz democrática, mas que critica muitos dos seus cidadãos pela sua orientação sexual.
Eu apoio a Marcha LGBT Porto como psiquiatra: porque conheço a discriminação de que são alvo esses cidadãos, em muitos contextos da sua vida.


Daniel Sampaio

 


 

José Soeiro

 

 

Licenciado em Sociologia. Foi dirigente estudantil no ensino secundário e superior.

Membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda. Membro da Assembleia de Freguesia de Mafamude. Deputado eleito pelo circulo do Porto. Integra a Comissão de Ética, Sociedade e Cultura.


Sobre a MOP:


Por que marcho...


Desde a primeira hora, apoio a Marcha do orgulho LGBT do Porto. Este ano, voltarei à rua com a mesma vontade com que marchei pela primeira vez, juntando a minha voz à de tantos e de tantas que têm feito esta luta e esta festa nos últimos anos.

E faço-o por motivos simples, razões sensatas que deveriam interpelar todos quantos se reconhecem na defesa dos direitos humanos, da diversidade e da felicidade.


Marcho porque o amor, o desejo, a atracção, o afecto, são sempre razões de celebração e só uma sociedade sem decência pode tomá-los como motivos de ódio ou de rancor.


Marcho porque todos têm direito a todos os direitos, e não quero viver numa cidade ou num país ou num mundo em que há grupos de pessoas que, por gostarem de alguém, ou por lutarem pela sua identidade de género, são excluídos de direitos básicos: o direito à identidade, o direito ao casamento, o direito a constituir famílias, o direito a ter e a tomar conta dos seus filhos, o direito a sentir-se livre e andar à vontade no trabalho ou na rua.


Marcho porque quero que se olhem as pessoas para além do que têm entre as pernas, que se goste das pessoas para além do que têm entre as pernas, que se avalie as pessoas pelo que são. E porque o direito à indiferença precisa, para existir, que se afirme primeiro que existem muitas formas diferentes de amar e de sentir – e elas não são para ser escondidas dentro das paredes de casa ou das sociabilidades clandestinas, mas para ser vividas plenamente no espaço público como no privado.


Marcho porque um Estado que não age contra a violência homofóbica e transfóbica – nas escolas, nos hospitais, na polícia, nas ruas ... – é cúmplice dessa mesma violência, seja ela simbólica ou física. E como o Estado é a representação da nossa comunidade politica, é a ele também que devemos exigir um combate firme contra a discriminação e uma prevenção decidida da ignorância (que é, afinal, a base de todo o preconceito).


Marcho porque a questão de gays e lésbicas e bissexuais e transgéneros, como as questões dos nossos direitos enquanto homens e mulheres, enquanto trabalhadores, enquanto precários, enquanto pensionistas ou enquanto estudantes, não são questões individuais. Tratam-se de direitos colectivos, que implicam mobilização e organização, que implicam afirmação e conflito.


Marcho porque a discriminação LGBT acentua as outras discriminações: as mulheres lésbicas são ainda mais vulneráveis que as outras, os trabalhadores homossexuais estão mais frágeis face à discriminação e ao abuso dos patrões, os imigrantes LGBT sofrem de duplas e triplas discriminações e cada discriminação torna a nossa vida mais precária e menos livre. Marcho sempre, em todas as marchas, contra todas as discriminações e todas as formas de exploração económica e de opressão social.


Marcho porque nenhum direito social, nenhum direito económico, nenhum direito humano foi gentilmente outorgado pelo poder. Pelo contrário, toda a nossa história enquanto humanidade nos mostra que eles são reconhecidos se forem arrancados pela afirmação das vozes que tentam ser caladas e dos grupos que se tenta invisibilizar. Marcho pela visibilidade e porque a rua é um lugar privilegiado da luta social e política.


Marcho porque este é também um ano de eleições e, assim, de clarificação e de assunção de responsabilidades. Porque não calo a minha indignação com o chumbo do casamento pela maioria que governa o país. E porque é hora de dizer que todos têm de ser consequentes e claros nas suas escolhas.


Marcho porque, nesta como noutras coisas, vamos construindo afectos e compromissos. E não me sentiria bem se ficasse em casa sabendo que no dia 11 de Julho as ruas do Porto serão lugar de celebração da luta contra a discriminação. Marcho porque sei que é ai, nesse dia, o meu lugar. E o teu.


José Soeiro, Maio de 2009

 

 

 

Luís Grave Rodrigues

Advogado, blogger e ateu, é ainda o actual Presidente da Mesa da Assembleia da Associação Ateísta Portuguesa.

Podem conhecer mais de Luís Grave Rodrigues no seu blog Random Precision.

 

 

Manuel Damas

 

 

Médico e Professor Universitário. Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Mesa do Congresso do Sindicato Independente de Professores e Educadores - SIPE. Presidente do Conselho Fiscal do Instituto Português de Investigação e Apoio aos PALOP. Coordenador da Consulta de Sexologia da Clínica Central da Areosa. Autor da crónica Sexualidades no jornal "O Primeiro de Janeiro". Co-autor do programa televisivo "Sexualidades, Afectos e Máscaras"na Porto Canal.


Sobre a MOP:


Em 2008 realizou-se a 3ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, sob o lema "Igualdade é essencial, Educar é fundamental". Nesse ano aceitei ser Padrinho da Marcha, enquanto ser humano e como profissional que, há vinte anos, luta pela institucionalização da Educação Sexual em Portugal.

Em 2009 vai realizar-se a 4ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, a 11 de Julho.

Convidado, novamente, para ser Padrinho aceitei prontamente.

Porque sou, orgulhosamente, um Homem de Afectos!

Porque sou um Homem de causas e de convicções!

Porque me preocupo com os Direitos Humanos!

Porque me preocupo com os Direitos LGBT em Portugal e no Mundo!

Porque me preocupo com a luta contra a Homofobia e a Transfobia!

Porque me preocupo com o direito das pessoas do mesmo sexo a formalizarem, oficialmente, a sua união afectiva, na forma de casamento, com todos os direitos e deveres que tal passo, decidido por Afecto, com Tranquilidade e por Coerência, implicam!

Porque me preocupo, acima de tudo, com o direito do Ser Humano a ser feliz, independentemente da raça, do sexo, da orientação sexual, do género, da idade!

Assim sendo, lá estarei, com orgulho, uma vez mais.

Aparece!

 

 

Maria José Guedes

 

 

Editora-chefe de “O Primeiro de Janeiro”.

Responsável pelo programa Vozes do Norte (há três anos) na Rádio Festival.

Curso Profissional de Rádio, leccionou Práticas de Rádio na Universidade Fernando Pessoa.

Esteve na editoria política da Antena 1 durante sete anos.

Co-autora do programa televisivo "Sexualidades, Afectos e Máscaras"na Porto Canal. 

Seis anos como repórter na Rádio Comercial Norte.

 

Sobre a MOP:


"É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”

 Albert Einstein
 

Pela igualdade de direitos;
Pela felicidade;
Pela humanidade;
Pelo bom senso;
Pela justiça;
Pela cidadania;
Por tudo;
Por nós;
Pelos outros;

- Aceitei com Orgulho ser mais uma vez madrinha desta que é a Marcha em que acredito!

É inaceitável que ainda seja necessário sair a terreiro para lutar por um direito que devia estar consagrado à nascença: SER LIVRE E FELIZ.

Como mãe, mulher, jornalista, cidadã do mundo não concebo a ideia de cruzar os braços e nada fazer sobre uma situação que é obscena: a discriminação.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é um DIREITO.

Na esperança de um futuro justo e limpo de preconceitos balofos e hipócritas estarei na Marcha com toda a convicção de que juntos vamos conseguir.

 

 

Raquel Freire

 

 

É uma cineasta portuguesa. Artista-activista, performer, argumentista, produtora, câmara, montadora, fotógrafa.

Realizou e escreveu o argumento das longas metragens de ficção Veneno Cura (2007), " A Vida Queima" (2007), Rasganço (2001). Realizou e produziu os documentários de longa-metragem :"ESTA É A MINHA CARA – Teatro de vanguarda em Portugal no século XXI", entre outros. Realizou do documentário "Aborto" em processo judicial (2004). Realizou já várias curtas e longas metragens. Realizou muitos videos de acções directas de organizações internacionais activistas.

Lecciona dois seminários anuais de Interpretação para Cinema no curso superior de Teatro da ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto. Lecciona seminários de auto-capacitação perante os média para activistas, em Portugal, França e Espanha. Membro do Cineclube do Porto desde 1979. Membro das Panteras Rosa de Portugal. Membro da Rede Internacional de Luta contra a Homofobia, Rede Internacional pela liberdade sexual. Membro fundador da Associação Médicos pela Escolha - MPE. É colaboradora da organização Women on Waves. Membro da Plataforma dos Intermitentes, profissionais das artes do espectáculo e audiovisual. É co-fundadora da Ponta-Associação Cultural. Foi directora de campanha do movimento Médicos Pela Escolha no Referendo de despenalização da IVG -aborto em 2007. Realizou os vídeos do movimento MPE, assim como os dos movimentos Voto Sim e Jovens pelo Sim durante essa mesma campanha.

Escreveu vários artigos sobre o cinema português para jornais, revistas e sites, como "Diário de Notícias", "Visão", "Le Monde Diplomatique". Foi júri de diversos festivais de cinema.

 

 

Regina Guimarães

 

 

Tendo abandonado a docência na FLUP de há cinco anos a esta parte, Regina Guimarães tem prosseguido actividades de pesquisa, crítica, formação e criação, nas áreas da poesia, do vídeo, do cinema, da tradução e do teatro. É argumentista, dramaturga, poetisa. Nos anos 90 fundou a banda Três Tristes Tigres, da qual continua a ser letrista.

Vive e trabalha desde 1976 com Saguenail. Hélastre é o signo da sua obra comum.


 

 

 
 

Notícias

A MOP 2011 já mexe!

 

Como podes participar?

Contribui com Sugestões, Voluntariado, Donativo ou Divulgação.

 

Contacto:

marcha@orgulhoporto.org